Dica Nesguinha de reinauguração: "Vai e Vem das Estações", do Palavra Cantada
Palavra Cantada já era clássico nesguinho quando éramos só dois... e fãs de albuns como "Canções de Brincar" ou "Canções Curiosas", com suas rimas geniais e belas melodias em arranjos incríveis.
Mas aí veio a Inaê e com ela todo um mundo novo se abriu... porque a dupla Sandra Perez + Paulo Tatit tem tantas ideias legais pra fazer música de qualidade pra crianças de todas as idades, quanto parceiros de peso pra participar dos férteis projetos... gente do calibre de Monica Salmaso e Arnaldo Antunes, por exemplo...
Foi aí que conhecemos outros muitos albuns, do divertido "Carnaval do Palavra Cantada" ao delicado "Meu Nenem" (este virou A trilha sonora do soninho da Inaê por muito tempo)...
Outros interesses cresceram, mas sempre guardamos um lugar pro Palavra Cantada no coração nesguinho...
E então veio o Rudá, e com ele percebemos que, se o primeiro filho é o que nos desbrava mundos que antes desconhecíamos, o segundo filho é um eterno redescobrir ou até descobrir novos caminhos do que já imaginávamos conhecer (e quem tem filho pequeno sabe bem o que significa ler e reler, ver e rever, escutar e reescutar, até o infinito... e "de novo!!"").
Por isso, se parecia que, apesar de ainda adorarmos Palavra Cantada, já não era nada de novo, eis que a gente redescobre novos caminhos destes adoráveis poemas musicados... agora visuais!
Rudá logo se ligou nos clipes musicais, e todo um universo se abriu de novo, mas de forma diferente!
Os clipes mais antigos continuam especiais, como o da "Sopa", que todo nenem ama pra cantar o que tem na sopa do nenem - e o Rudá não foge à regra (além de amar sopa).
Porém os clipes novos são um arraso... de músicas mais novas ou das clássicas mais antigas...
E o melhor: tá sempre pintando coisa nova no canal oficial deles...
E foi lá que, faz umas 3 semanas, nos presentearam com este primor feito a muitas mãos, com algumas das rimas mais deliciosas já feitas, e participações muito especiais (surpresa!)
Quem não viu veja já, e prepare-se pra ficar com a música grudada na cabeça, coralzinho fofo de crianças afinadas ecoando, e a mesmíssima sensação de um pequeno pedindo pra ver... "de novo!"
Como um gato, este blogue já teve várias vidas: começou como um memorial pra consumo pessoal, hoje é uma forma de compartilhar as aventuras e aprendizados da família nesguinha, principalmente com amigos e familiares distantes!
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Adeus, vó-bisa Lila!
Minha avó Lila, mãe do meu pai, descansou nesta sexta dia 5 de setembro.Era minha avó, minha avózinha Lila, bisa de Inaê e Rudá... porém de certa forma já não era... Não mais a avó com quem convivi durante toda a infância e de quem guardo lembranças queridas...
Há muitos anos ela já estava sofrendo com o maldito mal de Alzheimer, o que fez com que fosse escapando aos pouquinhos de nós... até não mais nos reconhecer, depois não conseguir mais se comunicar, depois sequer andar...
domingo, 31 de agosto de 2014
Rudá faz um aninho!
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Na estrada de novo (2): revisitando Olivença
Pois, depois da viagem, voltei a trabalhar, e aí foi (e vem sendo) toda uma reorganização do tempo e das rotinas...
Tanta coisa mais foi acontecendo e eu querendo fazer outros relatos...
Mas já estamos no meio de maio, então publico este assim mesmo, e vou tentando soltar outras atualizações da vida nesguinha com mais frequencia do que nestes últimos 2 meses!
E como se não bastasse as aventuras de viajar 2 dias de carro até o Terra Vista, ainda encaramos (eu e as crianças, só nós!) um bate e volta até Olivença, senão a Inaê não se conformaria caso não visse a querida amiga Toyane...
domingo, 6 de abril de 2014
Na estrada de novo (1): revisitando Terra Vista
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Chapeuzinho Amarelo e Totoro
"CONTA UMA HISTÓRIA?"
SUGESTÕES NESGUINHAS DO MARAVILHOSO MUNDO DAS NARRATIVAS
- "Mãe, conta a história de Nárnia?"
- "Pai, conta a história da Princesa Mononoke?"
- "Conta e aí?"
- "Conta e aí?"
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
irmãos de sangue, amigos de coração
Em homenagem ao aniversário do meu irmão, uma postagem pra celebrar a alegria de ter um irmão ou uma irmã (ou vários!)...
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
a escola, o "mês das crianças" e o consumismo infantil
Este ano não deu pra fazer um texto específico pra campanha sobre o Dia das Crianças do movimento Infância Livre de Consumismo. Então anexo aí abaixo a cartinha que fiz e enviei pra escola da minha filha na semana passada - uma forma de fazer o meu trabalho de formiguinha, buscando chamar pra refletir e agir quem participa diretamente do cotidiano da família!OBS: a série de imagens acima (que ficaram lindas!) são da campanha do movimento ILC, passa lá pra se informar mais!
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Desvirando um bebê pélvico: um relato

(Este relato é dedicado a todas as mães que estão passando pelo que passei ao constatar que o bebê estava "sentado" na barriga... Que nosso relato possa animá-las e inspirá-las de alguma forma, e que se sintam fortalecidas ao final deste processo como pude me sentir!)
Quando chegamos à 36a semana de gestação, confirmamos que o Rudá estava na posição pélvica, ou seja, com a cabecinha pra cima.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Adeus, vó-bisa Nélia!
Nossa querida vó e bisa Nélia descansou ontem, faltando dois meses pra completar 95 anos.
Vó-bisa, todo nosso carinho e gratidão,
sua neta Gab, seu neto de coração Angel, e seus bisnetinhos Inaê e Rudá
Viva vó-bisa Nélia!
(1918, Belém do Pará - 2013, Porto Alegre)
Fotos da nossa última viagem a POA e do natal em Brasília - dezembro 2012:
... tomando sorvete juntas (paixão compartilhada entre bisa e bisneta!)...
... Inaê com os bichinhos presenteados pela bisa e tio Ric...
... tocando piano (pois era exímia pianista)...
... entre outros momentos de partilha que sempre guardaremos na lembrança e nos nossos corações!
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Nascer em casa: a opção pelo respeito e pelo amor
(Trechos extraídos do livro A maternidade e o encontro com a própria sombra, de Laura Gútman)
O PARTO COMO DESESTRUTURAÇÃO ESPIRITUAL
"Para que o parto aconteça, é necessário que o corpo físico da mãe se abra para deixar passar o corpo do bebê, permitindo certo rompimento.
Quando elevamos nosso pensamento, podemos perceber outro rompimento que
também se realiza, agora em um plano mais sutil, e corresponde à nossa
estrutura emocional.
Há um "algo" que se quebra ou se desestrutura para possibilitar a transição do "ser apenas um para ser dois".
O PARTO COMO DESESTRUTURAÇÃO ESPIRITUAL
"Para que o parto aconteça, é necessário que o corpo físico da mãe se abra para deixar passar o corpo do bebê, permitindo certo rompimento.
Quando elevamos nosso pensamento, podemos perceber outro rompimento que
também se realiza, agora em um plano mais sutil, e corresponde à nossa
estrutura emocional.Há um "algo" que se quebra ou se desestrutura para possibilitar a transição do "ser apenas um para ser dois".
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
à espera de rudá
Despedindo da barriga
(25 de agosto de 2013 - fotos feitas por Paulinha Simas, à beira do Lago Paranoá)
Despedindo do trabalho
(23 de agosto de 2013, oficialmente último dia antes da licença)
Despedindo da vida de filha (e neta) única
(23 de julho de 2013, Parque Águas Correntes / Cachoeira Saia Velha)
(28 de julho de 2013 - Sushi no aniversário do pai)
(17 de agosto de 2013 - Festa dos pais na escolinha)
sábado, 6 de julho de 2013
Relato de desmame aos 3 anos: nossa experiência de processo natural (com ajudinha)
Pra nós, o jeito de
equilibrar foi tentar ao máximo respeitar que a amamentação fosse
finalizando da forma mais lenta e gradual possível.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
No assentamento Terra Vista
A oportunidade surgiu a partir do convite pra virmos colaborar na Jornada de Agroecologia que acaba de acontecer aqui - e foi um capítulo tão, mas tão emocionante, que talvez nem dê pra contar ainda.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
receitinhas de inaê: feijão
Arroz com feijão (ou outros grãos) é a base principal da alimentação da Inaê no dia-a-dia.
- Inaê, vamos fazer feijão, qual você vai querer hoje? Marrom ou preto?
- ... Os DOIS!
hehe... e não é que ficou bom?
- Inaê, vamos fazer feijão, qual você vai querer hoje? Marrom ou preto?
- ... Os DOIS!
hehe... e não é que ficou bom?
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
dia das crianças: compartilhe brincadeiras!
É
claro que ela tem seus brinquedos, alguns muito queridos, e que ela
do alto de sua fase egocêntrica vai “proteger” possessivamente
em certas situações, diante de certas crianças: “é meu!”.
Não porque seja egoísta, óbvio, mas porque na sua idade ainda se considera o próprio centro de seu mundo.
Mas
o mais importante pra ela – como pra qualquer criança – é mesmo
o brincar. Ou seja, mais a situação (e a companhia) do que os objetos
em si.
E,
como por ora fizemos essa opção de acompanhar de modo integral sua
criação, talvez seja mais fácil observar de perto o papel destes
brincares no seu cotidiano de ser criança.
Aí vão alguns exemplos caseiros pra refletir e compartilhar:
* Criança
não precisa possuir o brinquedo novo pra se divertir com ele: claro
que criança gosta de novidade, ué! Mas isso não significa que ela
precisa ganhar todo novo brinquedo que desperte seu interesse, não é?
Muita gente confunde isso e quer comprar tudo que parece ter
acabado de interessar a criança. Algumas crianças, dependendo do
histórico de carência afetiva, percebem isso e ficam pedindo tudo
que veem, e aí qualquer ida ao supermercado vira um pesadelo. E
depois, no caso de quem pode comprar, fica aquele monte de bugiganga que a criança nem dá valor.
A
Inaê anda comigo pra cima e pra baixo (até porque não tem como ser
diferente), e a gente entra nos lugares, inclusive loja de brinquedo,
e se for o caso, ela vê, até pega, mata a curiosidade, e
no fim vai embora sem levar, e tudo certo!
Mas
tem umas ideias que eu acho geniais, por ex. brinquedotecas e
bibliotecas públicas, em que dá pra curtir brinquedos,
livrinhos e brincadeiras, frequentemente pedagógicos e/ou
artesanais, e muitas outras crianças também poderão curtir isso. Não é demais?

Na
falta de (muitos) mais espaços coletivos e públicos assim, dá pra
improvisar, e eu já frequentei muita seção infantil de livraria
pra gente se divertir por horas sem precisar consumir.
Outra
ideia bacana são feiras de trocas de brinquedo, como as promovidas em várias cidades do Brasil no último 6 de outubro por
voluntários, a partir de um convite lançado pelo Instituto Alana e
apoiado pelo movimento Infância Livre de Consumismo (e se a gente
estivesse em Brasília teria ido aí ao Jardim Botânico com
certeza!).
* Imaginação
vale mais que brinquedos prontos: essa parece meio
lugar-comum, mas até quem tenta estar atento a isso às vezes se
surpreende com o poder da criatividade infantil. Sabemos que criança não
precisa de boneca que fala sozinha, nem de carrinho que anda por
controle remoto. Por aqui a gente não tem nada disso, mas a Inaê
tem suas bonequinhas, panelinhas etc. e é engraçado demais de vê-la
inventando mil diálogos com suas bonequinhas, inclusive fazendo as
diferentes vozes.
Mas
o que a gente pode perceber nas atuais experiências muito ao ar livre e com
maior liberdade pro brincar é que a viagem infantil vai muito além,
e praticamente tudo vira brinquedo: qualquer graveto vira bonequinho,
sementinha vira comidinha, coquinho vira panelinha, e assim vai. Pra não falar de todos os bichinhos que a fascinam, como formiguinhas, besouros, pássaros, peixinhos.
Fazer
os próprios brinquedos, usando sucata, tinta, cartolina etc., também
é outra forma de exercitar essa imaginação, cada um dentro das
suas possibilidades de trabalho manual, mas as possibilidades são
infinitas. Eu por ex. sou mais da parte
de desenhar e pintar, então vez por outra me aventuro por aqui, e
até casinha já tentei fazer, com a ajuda dela!
* Vivências
cotidianas podem virar brincares: criança vive num mundo
lúdico, em que tudo pode se tornar brincadeira, até situações
típicas do dia-a-dia que a rigor não o seriam. Criança
não trabalha, mas como eu já falei aqui, criança pode ser
envolvida de forma lúdica em tarefas ou situações que os adultos
tenham que fazer naquele determinado momento. Além de ser um
maravilhoso exercício do faz-de-conta, também é uma forma de envolvê-la no que os pais estão
fazendo e aqui volta pra questão da presença dos pais que o movimento Infância Livre de Consumismo tão bem pautou neste texto. Criança brinca sozinha numa boa, mas
muitas vezes ela quer a presença familiar pra brincar. Então, dá pra envolvê-la na feitura de um pão ou um bolo, ou na lavagem de roupa, ou qualquer outra tarefa da casa (como abrir côco ou mexer com a enxada, como os espertíssimos João e Tomás), obviamente adaptando de acordo com o contexto familiar, a faixa etária, e os próprios gostos da criança. A Inaê adora, e frequentemente
depois a gente a vê reproduzindo a situação nas suas brincadeiras
e historinhas.
Ou então, dá pra transformar em grande brincadeira
alguma obrigação do cotidiano, algo que a criança inicialmente não
estaria muito a fim, como por ex. aqui em casa escovar os dentes, mas
aí com grande habilidade (paterna) ela acaba se divertindo e rindo um
monte!
Só que às vezes a gente está com pressa de acabar algo, ou não está com tanta criatividade ou paciência assim (e todo mundo tem seus dias nublados, assim como eu tenho). Porém, o esforço vale a pena. Porque a escolha é nossa: pode-se insistir em acabar o que quer fazer e no fim acabar até gerando uma situação estressante pra todos. Ou pode-se tentar envolver a(s) criança(s), e, se não der certo, parar um pouco e dar a atenção que ela está pedindo, brincando do que ela realmente está a fim de brincar, e logo ela segue brincando sozinha ou de outra coisa, e aí sim você consegue acabar o que ia fazer com todo mundo numa boa – tendo só atrasado um pouco, em vez de interromper tudo de vez!
E
que a gente possa seguir compartilhando brincares com criatividade e envolvimento da família, amanhã e sempre,
porque todo dia é dia de ser criança (até pra quem já cresceu).
(Esta
postagem foi inspirada pela blogagem coletiva proposta pelo movimento
Infância Livre de Consumismo. Você também pode participar e se informar mais aqui.)
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