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sábado, 16 de junho de 2012

nascer em casa é seguro!...

... e sereno, e transformador, e visceral, e doce, e acima de tudo: profundamente respeitoso com o ritmo da natureza e em sintonia absoluta com o tempo e as necessidades do bebezinho chegante, sem violências nem manipulações desnecessárias!

VAMOS À MARCHA?

Confira abaixo as cidades onde estão programadas manifestações.
Abaixo o preconceito e a desinformação em torno da opção pelo parto domiciliar!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

fazer doutorado e ter um bebê pequeno: o parto mais difícil

este post é dedicado às minhas amigas que estão passando ou passaram por este parto duplo, em especial minha mana Marcela Amaral, parabéns amiga, você conseguiu e eu também vou conseguir!


pois é queridas/os leitoras/es, eis aí a razão verdadeira da dificuldade de manter este blog minimamente atualizado...

- quem já fez ou está fazendo uma monografia, ou dissertação, ou tese, ou escrevendo um livro, ou qualquer trabalho desta natureza, vai me entender...

- quem está cuidando ou já cuidou de um bebê pequeno, que mama em livre demanda (ainda que vá reduzindo aos poucos), e do qual se busca atender integralmente necessidades físicas e emocionais, sem terceirizar, ou terceirizando muito pouco, também vai me entender...


- agora, pense nestas duas coisas juntas... e o entendimento vai ser total!
 
é mais ou menos assim: sentou no computador naquelas horinhas, começou a concentrar, seguiu a linha de raciocínio e aí blim! blom! acabou seu tempo: "mamãe, mamãe, mamãe"... mas já? passou tão rápido... e toca a dar banho, ou levar pro parquinho, ou colocar pra dormir! rsrsrs....

(só reforçando que ambas as situações são escolhas minhas, totalmente conscientes... ou seja, ninguém me "colocou" nessa, fui eu mesma que optei, né?)

é claro que dá pra fazer um monte de coisas da casa e da vida, e mesmo de trabalho e de estudo, com um bebê pequeno pra cuidar...
mas é super mais difícil sentar pra redigir um texto de maior fôlego com o bebezinho ali pra cuidar...

mas não é impossível!
(só não dá pra querer fazer do jeito que faria se não tivesse a outra situação, e vice-versa... abaixo o perfeccionismo! tese boa é tese pronta! JÁ! rsrsrs....)
 
é por isso que EU VOU CONSEGUIR acabar meu trabalho de doutorado, graças principalmente, é claro, ao SER ANGELICAL que cuida de mim e da nossa filhinha todo dia (bê! moxê! nhá, nhá!), e graças ao apoio e às vibrações positivas de todos que estão torcendo e dando força de maneiras várias pra isso!


mas até lá, este bloguinho vai ficar meio desatualizado mesmo, falou?


até lá! até breve!
beijos nesguinhos pra todo mundo!


ATUALIZAÇÃO de quase 1 ano depois: então, gente, talvez já tenham percebido, mas EU CONSEGUI!  6 anos de doutorado, mas consegui terminar!
Aqui a foto histórica pra posteridade com as minhas duas filhas, a biológica e a acadêmica, haha!
Valeu pela torcida!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

horror institucional na Espanha: mãe e filha separadas por conta da livre amamentação!

Atualização (22 junho): hoje a notícia mais esperada, mãe e filha juntas novamente! O Instituto Madrilenho do Menor e da Família (IMMF) voltou atrás...  mas o que mudou na situação existente há 3 semanas? A verdade é que nunca houve argumentos pra justificar esta barbárie, a não ser que não concordavam com questões relativas a amamentação, sono e como alimentar e vestir o bebê... ou seja, nada que tenha a ver com o BEM-ESTAR da criança! Puros preconceitos em cima de preconceitos!
É bom que se diga: mesmo nos relatórios do próprio IMMF - e a verdade é que muitos DESINFORMADOS que não leram os documentos acreditavam que "alguma razão" havia pra tirar a criança assim - não se fala em maus-tratos nem nada, mas que a mãe amamentava o bebê a qualquer hora e em qualquer lugar (ops, eu também faço isso com Inaê!), dava comida do próprio prato dela pro bebê experimentar (ops, eu também!), dormia junto com ela (ops, eu também!). Será que se eu estivesse na Espanha e não tivesse grana nem trabalho, e ainda mais sendo uma não-espanhola, também tirariam minha bebê caso morasse em um centro desses? Neste momento, ao mesmo tempo em que sinto vergonha da Espanha e um certo alívio por não morarmos lá, também sinto orgulho de todos os espanhóis e espanholas que lutaram bravamente todos estes dias pra que este pesadelo terminasse logo... hoje vou dormir feliz, e cada mamada da minha própria filha ao longo do dia teve um gosto especial, me lembrando do triunfo do AMOR. Porém, amanhã e ainda por muito tempo permanecerá a luta na Espanha contra as crueldades do sistema, em especial dos serviços de proteção a menores, pois este caso revelou que já existiam muitos e muitos outros casos. Mas isso amanhã, porque hoje só quero celebrar a reunião de Habiba e Alma, viva a força do AMOR.


Correção e atualização (15 junho): no texto abaixo, que fiz p
Habiba) ou a coloco pra dormir no peito, me lembro dessa bebê, tão brutalmente separada da mãe. Assim como a minha, essa bebê mamava pra dormir. Que desespero pensar nesse bebezinho, no seu corpinho contorcido de tanto chorar (segundo relatos). É tudo muito desesperador. Assim como outras mães que vêm acompanhando o caso, sinto impotência, raiva, dor.
Mas mais desesperador é saber que muitos e muitos outros casos como esse, de separação brutal e forçada, têm sido cometidos pelos serviços de "proteção ao menor" na Espanha e começam a vir à tona e ganhar visibilidade com o caso de Habiba.
Minha pequena Inaê tem cidadania espanhola, e quero que se orgulhe disso. Porém, nestes dias dolorosos, tenho tido vergonha da Espanha, ou melhor, das instituições espanholas.

Para mais informações atualizadas sobre o caso, bem como relatórios de psiquiatras, pediatras e especialistas que vêm demonstrando publicamente o absurdo dos argumentos usados pra separar a mãe e sua bebê (incluindo um texto do meu querido Dr. Carlos Gonzalez), ver o blog da rede de apoio:
http://todossomoshabiba.blogspot.com/

E também este, incluindo uma linda lembrança sobre o mito de Deméter e Perséfone e a força do vínculo mãe-filha contra as tentativas de separação:

Seguimos acompanhando - que se unam mãe e filha JÁ! Todas as mães e filhas/os que se encontram brutalmente separados!



Minha amiga Dulce, do nosso grupo de mães-mamíferas aqui de Brasília, acaba de me mandar uma história tão, mas tão chocante, que parece até ficção...
Não é, infelizmente e pra minha dor, é tudo verdade, está circulando em um monte de blogs das redes maternas, comunidades pró-amamentação etc. e notícias de jornal por aí.

Trata-se de mais um caso de brutalidade institucional. Assim como o que foi praticado contra minha amiga jornalista, Adriana Mendes, e com a fotógrafa e videasta Elaine César, ambas brutalmente afastadas de seus filhos pelas instituições judiciais, que acataram processos com base em depoimentos fantasiosos dos respectivos pais das crianças e sumariamente suspenderam ou limitaram o contato mães-filhos. Assim como o que foi cometido contra a jovem mãezinha que amamentava seu bebezinho de colo no famigerado "visitário público" de SP.
A única diferença é que neste caso não são instituições brasileiras, e sim espanholas.

A jovem marroquina Habiba foi separada à força de sua filhinha de apenas 15 meses (um bebê exatamente da idade da Inaê), porque a amamentava livremente! 
Sim, isso mesmo, é o que vcs leram: mãe e filha separadas por conta do livre aleitamento (aquele mesmo, sem horários fixos, recomendado pela OMS)!
Ah sim, além de ser marroquina, ela é solteira e tem 15 anos... ou seja, contra os preconceitos e pré-julgamentos que estas 3 condições juntas provocam, não adianta nadica de nada ser uma boa mãe, amorosa e dedicada, e totalmente a fim de cuidar e acalentar e acolher seu bebê.


No centro de abrigo de mães solteiras onde ela vivia, quiseram inclusive que ela tomasse remédios pra secar o leite (horror! horror! horror institucional!).

Habiba se recusou, ela queria apenas amamentar a filha. Bom, pra resumir, a filhinha foi retirada dela há cerca de 10 dias, e depois também a jovem foi expulsa do centro.

No grupo do Facebook que criaram para apoiar Habiba e denunciar o caso, foi postado o seguinte depoimento da psiquiatra que acompanhou a jovem mãe em uma visita de UMA HORA a seu bebê: 


"Siento un dolor, una impotencia y una rabia inmensas. Acompañar ayer a Habiba a la salida del centro fue durísimo, me siento testigo del linchamiento de una menor de 15 meses absolutamente inocente. Cada minuto que pasa sin su madre el daño es mayor. Habiba ayer decía "no se porque me hacen tanto daño, si quieren pegarme una paliza que me peguen a mi pero que no hagan esto a mi hija, no puedo mas..." por favor, que esto acabe ya. Difundidlo donde haga falta, que se paralice todo, no somos nada si no evitamos este daño a esta niña de 15 meses" (Ibone Olza)


É um verdadeiro horror, mas o que pra mim torna ainda mais trágico é ter sido praticado por instituições que deveriam proteger justamente aqueles mais frágeis em nossa sociedade, jovens mães solteiras pobres e, principalmente, crianças e bebês...

Um dos inúmeros blogs espanhóis desta rede denuncia que na Espanha, nas diferentes Comunidades Autônomas, as mães pobres tem ajuda de uma renda mínima por no máx. 3 meses (no Brasil nem isso, bem entendido), se depois disso não "melhoram sua situação econômica", o bebê é retirado e enviado a uma família de acolhida!! E o que mais uma mãe que está no pós-parto pode fazer senão cuidar do seu bebê por período integral? Como, pelas deusas, sair pra buscar emprego se há um recém-nascido para amamentar e cuidar? É absolutamente incompreensível!
Como diz minha amiga Dulce, a história de Habiba, a jovem mãe marroquina, traz uma "mistura de xenofobia com autoritarismo, misoginia e mais 5 milhões de tipos de preconceitos nojentos".

Estou aqui divulgando, não posso me calar. Todas somos mães. Todas somos Habiba! 

Para quem tá no Facebook, a página do grupo de apoio é esta aqui.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Carta aberta a Caco Barcellos e equipe: o caso Dorinha e as perguntas que não querem calar


Caco e equipe Profissão Repórter:

Acompanho de perto e desde o começo o caso da menina Dora Mendes Golfeto, apresentado na edição de ontem (31 de maio) do programa, e venho a público, como cidadã, profissional e mãe, questionar por que o programa se calou sobre tantas questões fundamentais.
Aparentemente, um programa “neutro”, mostrando os “dois lados”. Na prática, porém, tantas perguntas que não foram feitas (ou não se quis fazer), perguntas que ficam no ar e comprometem qualquer isenção, falam de um determinado ponto-de-vista.
Falta de informação? Decisão deliberada? O que sei é que, por conta dessas omissões ou equívocos, a matéria já nasce “viciada”.

Senão vejamos:

- Por que o pai tirou a filha da mãe, se não foi para cuidar dela?
Ei Caco, nem precisa afirmar tão veementemente que não, de jeito nenhum, que não vai dar o endereço de onde Dora mora agora.
Ora, qualquer mínima investigação de foquinha iniciante pode verificar que Dora foi levada pelo pai para morar com os AVÓS PATERNOS (José Hércules Golfeto e Ed Melo Golfeto) em Ribeirão Preto.
Antes morava com uma mãe amorosa e presente, Adriana Mendes, com quem levava uma vida absolutamente normal, boa em termos materiais e emocionais, boa escola, prestigiado corpo de balé municipal etc. Agora vive sem mãe e um pai de vez em quando, sabe-se lá quando.
Ah sim, o pai, Jonas Golfeto, deu o endereço de Ribeirão como sua nova residência... Então tá... só se for pra juiz e foca do Caco Barcellos ver!
Afinal, até o mundo mineral sabe que Jonas reside há mais de uma década em São Paulo, onde inclusive esteve em cartaz até o último dia 29 de maio com a Cia. Les Commediens Tropicales. Como assim? Mora em Ribeirão e trabalha em SP (336 km de distância)? Faz mais de 600 km diariamente? Ou, se não faz, quem cuida da filha?
Trabalhinho básico, bem básico, de checar informações. Não digo a coisa artificialmente montada pras câmeras, mas a história real, na lata, do que acontece no cotidiano de Dora: será que é mesmo este pai que está cuidando dela, levando-a à escola, participando de sua vida em todos os aspectos necessários?

- Por que não divulgar a última entrevista feita com Adriana, há poucos dias, mostrando que até hoje, quase 4 MESES depois, o pai nunca deixou a filha sequer falar ao telefone com a mãe, quanto mais encontrá-la pessoalmente?
O Profissão Reporter tinha este material e poderia ter mostrado. A cena em que ele arranca Dorinha da escola, ela chorando e pedindo desesperada pra falar com a mãe, é de cortar o coração. “Não, hoje não”, não vai falar com a mãe hoje.
Mas e depois, será que falou?
A resposta é NÃO! NUNCA MAIS!
De novo, investigaçãozinha básica, pessoal! Bastava a foquinha ter presenciado (e melhor ainda, ter registrado) a mãe ou qualquer outra pessoa tentar ligar pros telefones do pai ou da casa dos avós onde Dora mora em Ribeirão pra descobrir o que acontece.
Mas não fizeram (ou não quiseram fazer) isso, então vou falar o que acontece: faz quase 4 longos meses que qualquer telefonema de Adriana e de qualquer amigo que tente falar com Dora são sistematicamente desligados. Nada, nenhuma comunicação. Dorinha está sendo impedida de qualquer contato com a vida anterior que tinha, qualquer contato com sua mãe e sua irmãzinha de 2 anos.
Não usemos mais meias palavras, vamos dar nome aos bois: a menina está em uma espécie de cárcere, em situação de privação – ainda que numa rica casa, com zilhões de presentes e tudo o mais para garantir sua “adaptação”, ganhar uma câmera de filmar, poder usar sapatilhas de ponta (que, diga-se, não podia usar ainda em Santos, pois lá no Balé Municipal se preocupam com os pézinhos em formação e só permitem a ponta após os 10 anos...).
Ah, mas se poderia argumentar que Dora também não teve contato com Jonas todos estes anos com a mãe... Bom, uma coisa é quando a criança é impedida de ter contato como agora, outra é quando poderia ter e a criança nem queria, e não por qualquer tipo de pressão da mãe, pelo contrário: é só ver como Dorinha, sempre tão doce, tão gentil, tão educada (claro, foi a mãe quem a criou e educou!), no fim acaba indo com o pai, pra constatar que, mesmo sofrendo sistemática campanha de ódio e vingança, a mãe jamais usou a filha como instrumento dessa briga e a manteve imune a qualquer imagem negativa, qualquer fato que destruísse a figura do pai.
Tão diferente da lavagem cerebral praticada contra a mãe de Dora, com uma forcinha global, claro.

- Por que não investigar o contexto que levou à “fuga” (eu, como mãe, prefiro dizer a libertação) de Dora com a mãe anos atrás?
Uma criança de 3 aninhos que sofria alienação parental praticada pelo próprio pai, que a obrigava a só encontrar a mãe em um lugar insalubre e deprimente chamado “Visitário”? (eu sei como era, também disso sou testemunha porque lá estive visitando Dorinha, mas não gosto nem de me lembrar daquele lugar pra não ficar deprimida). Nada de encontros com a mãe em outros lugares mais alegres, nada de ir à casa da mãe, muito menos pernoitar com ela. Uma menininha de apenas 3 anos.
Sim, a mãe foi embora com ela. Mas é muito importante entender em qual contexto. Pois eu também sou mãe, e embora seja difícil especular sobre o que não se coloca de fato, sinceramente estou convencida de que, nestas condições-limite, faria o mesmo. E tenho certeza que muitas e muitas e muitas outras mães também, MÃES de verdade.
Mas esse contexto desesperador, com história do visitário etc. não interessa mostrar, porque poderia criar simpatia e solidariedade em relação ao ponto-de-vista da mãe, não é?

- Por que não contar que Jonas não só quer afastar a filha da mãe como também está tentando eliminar qualquer rastro da mãe na vida da filha, tendo pedido a “destituição de poder familiar”?
Sim, isso mesmo, ao contrário da imagem de pai bonzinho que o programa tenta construir, o ódio e a sede de vingança são tamanhos que Jonas deu entrada num pedido pra limar totalmente a mãe da vida da filha.
Gente, é chocante, atenção leitores: o nome da mãe seria inclusive retirado da certidão de nascimento de Dora! Simples assim! Apagar a existência da mãe da vida de uma criança por força de uma decisão judicial!
Acontece que um juiz de bom-senso percebeu o absurdo da situação e sumariamente extinguiu o processo, que ainda corria em SP.
Depois disso, Jonas transferiu o processo pra Ribeirão (além dele não cuidar da filha, deixando-a com os avós, o objetivo é, bem-entendido, dificultar ainda mais o contato mãe-filha e todos os trâmites judiciais) e, DE NOVO, entrou com processo pedindo a destituição do poder familiar, dessa vez na justiça de Ribeirão! Minhas deusas! É muito ódio pra uma pessoa só! Por que não mostrar isso na telinha do plim-plim?
Uai gente, óbvio, invalida a “tese” do programa!

- E aqui caímos na derradeira pergunta, não menos importante: por que tanto empenho em demonstrar a suposta isenção e neutralidade do programa?
Há claramente “teses”, baseadas em pressupostos cristalizados, a serem demonstradas – e tudo bem superficialmente, em 30 minutinhos. Nada é neutro por aqui. Comovente e um tanto patético o esforço da repórter Gabriela Lian pra “não tomar partido”. Gabriela é quase uma “veterana” da equipe de Caco, há 4 anos no programa. É inevitável que seja preservada pelo chefe de eventuais questionamentos ao seu comportamento ético. Porém, as perguntas se acumulam: por que Gabriela esconde o fato de que já conhecia Jonas, são “amiguinhos de Facebook” e tudo? Ou de que, como ele, também é de Ribeirão Preto? De que os pais dele, como os dele, também são da área de psiquatria (pai) e psicologia (mãe)? Nossa, quantas coincidências, não? Ah, nada disso coloca em cheque seu trabalho como repórter... será mesmo que não? Então aqui vai mais uma perguntinha até agora sem explicação: o que Jonas e Gabriela faziam, sobre o que conversavam, em um restaurante paulistano na semana passada? Fato testemunhado por duas pessoas dispostas a afirmá-lo em juízo?

São muitas perguntas, muitas omissões, muitos equívocos, muitos fatos fundamentais silenciados.
Um silêncio ensurdecedor.
É possível enganar poucos por um tempo, mas não é possível enganar todo mundo o tempo todo.

Em nome de Dorinha e de sua mãe, nunca vamos nos calar frente à disseminação da mentira.

A verdade prevalecerá.

Assina esta carta aberta:
Gabriela Cunha - cientista política e gestora governamental, e mãe da Inaê (1 ano e 3 meses)
Brasília, DF

Foto: eu com Dorinha e sua irmãzinha Mimi - Baixada Santista - dezembro 2010

Para conhecer mais sobre a verdade do caso Dora e a história real de uma MÃE, vejam:

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Amamentar: o quase-tabu...e a dor pela mãe que amamentava no visitário

Esta semana, um grupo de mães fará um "mamaço" coletivo em protesto ao Itaú Cultural da Avenida Paulista, de onde uma mãe foi retirada de uma exposição em março após dar de mamar ao bebezinho de 2 meses...

O caso está longe de ser único, todos os dias ouço mães que relatam ter sofrido críticas e até ameaças por amamentarem seus filhos em público. Se a criança tiver mais de 1 ano então, apanha... Mais de 2 anos? Vixe, aí é crucificação e linchamento na certa. Tudo isso num país onde é normal mulherada de peito de fora em comercial da tv e desfile de carnaval, mas mãe amamentando filho é ofensivo, e virando um quase tabu.

Gostaria de não me incluir nessa, mas pra meu desgosto me incluo. Na escolinha da Inaê a diretora me pediu pra passar a amamentar minha filhinha em um recinto fechado, longe dos meninos mais velhos (4, 5 anos) que estavam começando a "falar coisas". Confesso que não tive reação e acatei, mas até hoje não digeri bem. Como assim, "falando coisas"? A maldade e a perversão que houver está toda na cabeça de adultos, nunca de crianças muito jovens, que deveriam, ao contrário, aprender que amamentar é natural e bonito. Por isso já decidi: vou levantar o assunto junto à escola.

Aliás, aqui está uma excelente reflexão sobre a importância do processo natural de aprendizado que acontece com crianças muito novinhas quando expostas ao ato de amamentar (o link é em inglês, mas pra quem não lê vale a pena ao mesmo dar uma olhada nas fofos, muito fofas)...

Também nesta mesma linha de indignação, a jornalista Lia Miranda aqui de Brasília, mãe da Emília e com outro bebê na barriga, acaba de publicar um ótimo Manifesto pela Amamentação, que eu assino embaixo sem tirar nem pôr!

Agora uma nota mais chocante e profundamente dolorosa, sobre o caso relatado por minha amiga Dri, que enfrenta a batalha pela volta de sua filhinha Dora, como já contei antes.
A Dri, jornalista que escreve lindamente com a razão e o coração, e dona de uma memória prodigiosa, fez mais um relato sobre a época do famigerado "visitário" público de São Paulo, então o único lugar em que muitos pais e algumas mães em disputa de guarda como ela tinham para desesperadamente ver seus filhos bebês e crianças.
É o relato da jovem mãezinha que amamentava seu bebê nas escassas visitas quinzenais. Sim, vocês leram isso mesmo, um bebê QUE AINDA MAMAVA arrancado de sua mãe, sob a justificativa de que ela estava deprimida. Alguém consegue pensar numa maneira mais fantástica de ajudar uma mãezinha com depressão do que arrancando seu bebê?
Não consigo nem relatar mais que já começo a chorar de novo, aliás só de lembrar daquele horrendo "visitário" que conheci ao visitar Dorinha lá uma vez já me vem o nó na garganta.
Quem quiser ler o relato inteiro por favor visite o blog da Dri, o post está aqui.


Pra mim o mais inaceitável de tudo isso é a brutalidade institucional. Sim, tudo feito ao amparo de instituições judiciais. A ruptura do sagrado vínculo mãe-bebê, legitimada por trâmites legais.
Assim como, voltando ao primeiro caso: a expulsão da mãe do Itaú Cultural, segundo as "regras da instituição".

Só que no caso da mãezinha do visitário, tudo infinitamente mais doloroso e desesperador, um crime promovido por indivíduos e instituições que jamais terá volta, pois este o primeiro ano daquele bebezinho (e o segundo? e o terceiro? o que terá acontecido com esta mãezinha, pelas deusas?) jamais terá volta, a dor desta brutalidade pra sempre impressa na sua história.


Por isso relatamos e denunciamos.
Contra isso nos manifestamos.
Não vamos nos calar.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

meu coração que bate fora do peito




não é pra entrar, mas antes pra fugir do inevitável climão "dia das mães" e lembrar que:

- todo dia é dia de se encantar com a delicadeza leve da brincadeira, das gracinhas, de apertar bem ao peito, encher de beijinhos, rolar junto, rir junto, estar junto

- todo dia é dia de se emocionar com a força de um amor sem medida, sem condição pré ou pós, sem explicação, sem fim
- todo dia é, enfim, dia de maternar e ser maternado!

beijinhos maternos e mamíferos!
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