Aproveitando o finzinho de férias pós-licença maternidade, partimos pro sul da Bahia, pra visitar os amigos do assentamento Terra Vista e participar da mobilização de apoio aos tupinambás da Serra do Padeiro.Como um gato, este blogue já teve várias vidas: começou como um memorial pra consumo pessoal, hoje é uma forma de compartilhar as aventuras e aprendizados da família nesguinha, principalmente com amigos e familiares distantes!
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domingo, 6 de abril de 2014
Na estrada de novo (1): revisitando Terra Vista
Aproveitando o finzinho de férias pós-licença maternidade, partimos pro sul da Bahia, pra visitar os amigos do assentamento Terra Vista e participar da mobilização de apoio aos tupinambás da Serra do Padeiro.quarta-feira, 27 de outubro de 2010
o enterro da incrível placenta no santuário dos pajés

No parto, como mamíferos que somos, fizemos questão de comer um pedacinho dela com molho shoyu (sashimi de fígado... delícia!).
A força e o sangue da poderosa placenta circulando pra renovar as energias após o enorme esforço físico do parto... Claro, não foi só isso, mas estou convencida que a placenta ajudou na rápida recuperação e no curto período de sangramento.
O resto da admirável placenta foi pro freezer aguardar a jornada até o seio da terra, pra continuar seu ciclo de nutrição da vida.

O que me lembra de uma charge da Hathor, a Deusa-Vaca (uma super-heroína das causas mamíferas), só que no caso dela foram só 3 meses e meio. Já a placenta da Inaê aguardou congelada mais de 7 meses: um recorde!
O lugar já estava escolhido: o Santuário dos Pajés, terra indígena sagrada na única área preservada de cerrado no coração do Plano Piloto de Brasília.
No encontro interreligioso lá realizado em 18 de setembro de 2010, a gente combinou com o Pajé Santxiê Tapuya e, no dia 9 de outubro, a placenta finalmente chegou ao Santuário.
O Pajé Santxiê, guardião do cerrado e profundo conhecedor da nossa imensa biodiversidade e do verdadeiro herbário fitoterápico natural que é o cerrado, escolheu três mudas em seu belo viveiro: uma moringa, um ipê e uma africana que eu não guardei o nome.
Ah, o tio Diego acompanhou a gente na visita ao Santuário para o ritual do enterro da placenta! (vídeo abaixo)
Depois a gente curtiu uma rede (afinal, caiu na rede, é Inaê), conversou com cães e gatos da comunidade Tapuia/Fulni-ô do Bananal, e almoçou com o pessoal lá do Santuário.


A placenta enfim completou sua viagem, e o Santuário não se move... Awiri!

inaê no santuário dos pajés (1)
Inaê já tinha visitado o Santuário dos Pajés no final de 2009, só que ainda dentro da barriga.Agora, foi a primeira vez "do lado de fora", no encontro interreligioso que a comunidade indígena do Santuário promoveu ao lado de representantes de religiões afro-brasileiras, cristãs e wicca.
Nossa pequena flor do cerrado gostou de tudo, inclusive da sua primeira melancia.






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